Se sabe, sempre, onde gasta o seu dinheiro e nunca teve problemas no controlo das suas contas, então deverá saltar este artigo. Não precisa dele. Para o resto de nós, ou seja, para o mais comum dos mortais, infelizmente, fazer um orçamento e regularmo-nos por ele pode ser uma ferramenta, bastante útil, de controlo das nossas finanças. Mesmo para quem nunca teve dificuldades em pagar as contas e para quem, sempre, lhe sobra rendimento todos os meses. Vai verificar que ao fazê-lo, terá uma outra perspectiva das rubricas que têm um peso mais significativo no cômputo geral. Por exemplo, sabe quanto gasta em refeições fora de casa, lanches e bebidas? Faça as contas e surpreenda-se.
A experiência que tenho, diz-me que as pessoas evitam fazer o orçamento familiar/pessoal, não porque dá muito trabalho, ou porque não gostam de mexer em papéis, ou porque não têm tempo para isso, ou por qualquer outra razão, mas sobretudo porque têm medo. Sim, leu bem: MEDO! Medo de perceber onde estão a desperdiçar o dinheiro e não terem a determinação suficiente para corrigir esse facto. Quando somos confrontados com essa realidade, não é fácil admitirmos o quanto pode ser desconfortável e duro. Muito menos é confortável quando são outros a fazê-lo. Como reagiria se eu lhe dissesse que está a gastar mais em algo que ambos sabemos que não vai usar, ou muito pouco? E se for o (a) seu (ua) companheiro (a)? Discussão de certeza absoluta e em vários actos.
A única certeza que pode ter é a de que não está sozinho. Milhares de pessoas estão a fazer as mesmas coisas e, porque não dizê-lo, a cometer os mesmos erros. Sabemos isso. E sabe outra coisa? Não é impossível corrigir esses erros. Se pensa que vai doer, essa dor só vai existir no início. Após alguns meses a controlar-se, financeiramente, vai verificar que esse trabalho, afinal de contas, já não dói, já não morde e até já nem pode passar sem o fazer. E lembre-se que com as ferramentas gratuitas retiradas da internet, o seu trabalho fica muito mais facilitado.