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Criar uma vida para a viver
11-05-2012 16:58
Por vezes, estou aqui no escritório em períodos mais calmos e dou por mim a reflectir sobre certas "coisas" que poderão potenciar esta área e/ou permitir às pessoas que evitem caminhos financeiros perniciosos. Algumas das minhas reflexões são privadas, outras publico-as aqui neste mural, assim como no site, outras ainda ponho-as em stand by ou até no arquivo paramais tarde recordar. Neste momento, dou comigo a pensar sobre:
- Qual o sentido que a vida tem para cada um de nós?
- A marca financeira que deixa no seu dia-a-dia, reflecte esse sentido?
Isto é, será que a forma como gasta o seu dinheiro (por exemplo o que aconteceu no dia 1 de Maio), reflecte os seus valores pessoais? E quais são os seus valores? Por último, qual é o seu propósito da sua vida financeira?
Seguindo aquele velho provérbio: “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”; na vida financeira, permitam-me que diga, mostrem-me os vossos extractos – cartão de crédito, bancário, cheques, etc. – e dir-vos-ei quem sois ou como estais. Encontrar os valores que o norteiam na forma de gastar o seu dinheiro é uma das vertentes para chegar ao sucesso financeiro. No entanto, deve ter, sempre, em mente, a sua própria realização pessoal.
O dinheiro, na sua forma mais simples, é algo de que andamos atrás toda a nossa vida, pelo qual trabalhamos e perdemos o nosso tempo mais precioso. Desgastamo-nos desnecessariamente, stressamos, perdemos saúde. Já pensou quanto tempo perde a fazer as suas compras? E quanto tempo disponibiliza para a sua família, para si?
Por isso, é importante definir e encontrar os seus valores financeiros. Para que a sua vida financeira tenha algum sentido, mas sobretudo, para que não tenha de trabalhar, apenas, para ter dinheiro. No fim não importa quanto trabalhou, quanto amealhou, quanto poder teve e como o exerceu. Lembra-se dos tempos em que jogava monopólio? O que é que interessava? Comprar, comprar, comprar. No fim o que é que acontece? Arruma-se o jogo dentro da caixa e esquece. É isso que quer que aconteça? Podemos ter grandes casas, altos rendimentos, mas, também, temos, respectivamente, casas vazias, baixa auto-estima e cabisbaixo e pouco, muito pouco, civismo. Não somos altruístas. Não gostamos de, individualmente, fazer aquilo que fazemos colectivamente. Apenas conseguimos viver os nossos dias, mas alheamo-nos de criar uma vida. Uma vida que faça sentido e que nos permita dizer que estamos fartos, satisfeitos, realizados. Pelo contrário, nesta altura de abundância, sentimo-nos vazios.
Refugiamo-nos então no dinheiro que nos dá a sensação de plenitude, poder, influência e que julgamos que nos preenche o nosso íntimo. Julgamo-nos ricos. Durante quanto tempo? Esta sensação, nada mais é, do que mera ilusão. Quem não perceber esta simples mas profunda constatação, levará uma vida inteira em busca de algo que nunca irá encontrar.
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