À vida, o que a vida quer

07-02-2012 21:28

 

     Neste fim-de-semana em que estive na Quinta do Outeiro, foi gratificante verificar a demonstração de interesse dos jovens casais que pretendem iniciar uma vida a dois. Esta receptividade, permite-me constatar, uma vez mais, que, ainda, há esperança. O interesse manifestado por parte de quem frequentou a feira, reside no facto das relações que irão construir a dois, ser uma incógnita e serem confrontados com essa realidade. Incógnita essa, que pode pôr em causa uma relação que se quer estável, feliz e duradoura. No que respeita a dinheiro, há estatísticas que têm origem nos EUA, que dizem que 60% dos divórcios são causados por causa de dinheiro, directa ou indirectamente. E de facto, constato, há já bastante tempo, que uma boa parte dos conflitos que há entre casais são causados, precisamente, por este motivo. Isto acaba por acontecer mais cedo ou mais tarde, sendo este um dos erros mais comuns que se deve evitar a todo o custo. Porquê? Porque, como é óbvio, desgasta uma relação. Há motivos bem mais importantes que o dinheiro, pelos quais, devemos discutir. Não quer dizer que esse assunto não seja abordado. Bem pelo contrário. Deve ser abordado, discutido e reflectido e, sobretudo, consenso. 
     Mas o dinheiro, raramente, é visto como sendo o mau da fita. A falta dele é sempre camuflada pela falta de romantismo: não vamos jantar fora numa ocasião especial. Ou então pelo desleixo do parceiro, quando usamos a mesma roupa durante anos: não renovamos o guarda-roupa. Ou pelo facto de sermos forretas nas prendas que oferecemos, etc.. Tudo é razão para justificar a nossa incapacidade quando lidamos com o dinheiro. Por outro lado, quando o rendimento é mais elevado, também é motivo de conflito, uma vez que muitas são as vezes em que não se chega a um consenso acerca da forma como se aplica o dinheiro que se ganha com as habituais acusações de que somos forretas ou esbanjadores.
     Como se resolve o impasse? Definindo objectivos, metas, planeando para que o dinheiro esteja ao serviço do casal. Para que trabalhe para o casal.
     Vale a pena reflectir sobre isto.

 

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